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quinta-feira, 21 de julho de 2016

NS Black Metal

Thor's Hammer - The Fate Worse than Death
Origens: Black Metal
Contexto temporal: Segunda metade da década de 90
País: Polónia, Alemanha, Ucrânia, Rússia
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo e bateria
Bandas principais: Nokturnal Mortum, Der Stürmer, М8Л8ТХ, Aryan Terrorism, Thor's Hammer, Dark Fury, Wolfnacht, Capricornus, Adolfkvlt
Subgéneros: ---

-Também conhecido como "black metal nazi" e "black metal nacional-socialista";

-Vertente ideológica do black metal que se identifica pelo seu conteúdo lírico, sendo baseado em temas relacionados com o nazismo, racismo, supremacia branca, guerra, holocausto, anti-socialismo/comunismo ou supremacia de um determinado país em comparação com os restantes, podendo aliar-se ainda à blasfémia e rejeição de várias religiões (cristianismo, islamismo, judaísmo, etc.);

-Dado que é um género unicamente de labor ideológico, não apresenta nenhuma característica que o distinga, a níveis musicais e sonoros, das outras vertentes do black metal. É possível que algumas bandas incorporem gravações de discursos de personalidades como Adolf Hitler nas suas canções, ou quaisquer outras gravações sonoras que remetam para esse mesmo sentido. No entanto, esta iniciativa não é consistente em todas as bandas e pode ser usada em bandas que não são nazis ou movidas pela ideologia do género.

-Porém a categorização de bandas que utilizem estes temas nas suas músicas pode vir a ser complicada. Há bandas que podem tocar no assunto sem pretenderem ser ofensivas (como por exemplo, pela respetiva referência a uma temática de valor histórico-cultural). Por outro lado, há outras que não falam sobre estes temas, mas que se identificam como nazis, anti-semitas, etc.. Será mais seguro considerar uma banda de black metal como NS no caso de abordar vários temas concernentes à sua ideologia e pretender ser ofensiva e direta nos seus atos;

-A apologia ao nazismo, racismo, anti-religião e outros temas pode ser inclusive confirmada nas capas de discos de bandas, onde normalmente são retratadas como sendo um modo de blasfémia ou simplesmente para chocar as pessoas;

-À semelhança do unblack metal, a ideologia do NS black metal pode estender-se para todas as vertentes do estilo (symphonic, melodic, progressive, etc.).


Portanto, após isto, a secção dos géneros musicais está completa. A próxima vez que virem uma postagem como esta no blog, então, é porque surgiu um novo género.

Unblack Metal

Horde - Hellig usvart
Origens: Black Metal, música religiosa/cristã
Contexto temporal: Segunda metade da década de 90
País: Austrália, Suécia, Noruega, Polónia
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo, bateria
Bandas principais: Horde, Admonish, Antestor, Drottnar, Frosthardr, Vaakebandring, Crimson Moonlight, Hortor, Frost Like Ashes
Subgéneros: ---

-Vertente ideológica do black metal, iniciada pela banda australiana Horde, que começou a incorporar temas líricos baseados no apelo à religião, cristianismo e anti-satanismo, que eram assuntos que as bandas de black metal da época condenavam. O próprio Horde definia a sua música como "holy unblack metal", servindo como uma paródia ao slogan do grupo Darkthrone, "unholy black metal";

-Sendo simplesmente uma vertente baseada em temas líricos, não possui nenhuma sonoridade diferente do black metal normal. É possível que algumas bandas incorporem elementos como sons de teclados/órgãos/coros vocais típicos de locais de cerimónia religiosa, como igrejas, mas isso não é consistente com todas as bandas e só porque estes elementos são usados, um grupo não poderá ser logo catalogado como sendo "de música religiosa";

-As características do unblack metal podem comparecer também em todas as restantes vertentes do género (e.g.: symphonic, melodic, avant-garde, industrial black metal, entre outros);

-Naturalmente, a popularização do género gerou uma grande polémica por entre as bandas de black metal alegadamente satânicas e anti-religiosas, chegando inclusive a afetar as gravadoras. Com o lançamento de "Hellig usvart", do Horde, pela Nuclear Blast Records, ameaças de morte começaram a ser enviadas para a respetiva sede, exigindo que esta revelasse os nomes dos músicos por trás do Horde. Com a ascensão da banda Admonish, que se referia como sendo de "black metal cristão", mais indignação surgiu e até foi fundado um website que condenava o grupo.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

White Metal

Origens: Heavy Metal, música religiosa/cristã
Contexto temporal: Primeira metade da década de 80
País: Incerto, possivelmente nos EUA, Suécia e Reino Unido
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo, bateria, teclado (embora este não ser inteiramente usual)
Bandas principais: Stryper, Trouble, Saint, Messiah Prophet, Leviticus, Tourniquet, Barren Cross, P.O.D., Living Sacrifice, Angelica, As I Lay Dying, Flyleaf
Subgéneros:
*Unblack Metal

-Também conhecido como metal cristão, o white metal é uma vertente puramente ideológica do heavy metal, pois se concentra simplesmente nos temas que as músicas abordam, sendo que, neste caso, se relacionam com a religião e o cristianismo;

-Não surte qualquer influência consistente e exclusiva nas respetivas músicas. É possível que algumas bandas incorporem elementos como cânticos/coros vocais tipicamente de labor religioso ou órgãos semelhantes aos que são tocados nas igrejas ou outros locais cerimoniais ou de comemorações religiosas, no entanto, isso não indica nada, dado que qualquer banda pode fazer isso sem se tornar "religiosa" ou "cristã", tal como as bandas anti-religiosas Janaza e Seeds of Iblis. Desse modo, o white metal estende-se para todas as vertentes do heavy metal, desde que estas adiram aos métodos referidos;

-As principais bandas que ajudaram na difusão desta ideologia foram Stryper, Trouble, Saint, Leviticus e Messiah Prophet;

-A origem do termo "white metal" é incerta, porém, julga-se que a gravadora Metal Blade Records foi a pioneira do mesmo, usando-o como uma contra-parte do black metal, quando se referia à banda Trouble. Isto teve um intuito exclusivamente direccionado para o marketing.

Djent


Origens: Thrash/Groove Metal, Extreme Metal, Metal/Deathcore, Progressive/Avant-garde Metal
Contexto temporal: 1997/98
País: Suécia, Estados Unidos da América
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo, bateria
Bandas principais: Meshuggah, Periphery, TesseracT, Animals as Leaders, Vildhjarta, Born of Osiris, Uneven Structure, Veil of Maya, Amogh Symphony
Subgéneros: Symphonic, Melodic, Blackened, Industrial, Atmospheric, Avant-garde, etc. (djent)

-Estilo musical reconhecível pela sua sonoridade pesada e agressiva, que conta com uma estrutura musical bastante complexa e técnica a nível instrumental, demarcando-se por riffs e compassos de guitarra percussivos e de variação de escala considerável (por exemplo, 4/10, 5/11) e frequente palm-muting e recorrência a breakdowns. A percussão em si é bastante complicada e a música em geral apresenta-se como uma valorização ao experimentalismo;

-O nome "djent" é uma onomatopeia surgida do som das guitarras, conforme o modo de como elas são tocadas nas respetivas músicas do género. É possível também criar outras onomatopeias perceptíveis, partindo-se da grande variação sonora que é apresentada em músicas deste estilo;

-O djent é um género que se complementa com outros estilos de música, mais propriamente que eram mainstream na sua época de contemporaneidade e ainda com outros, revelando-se de um modo pouco subtil. Pode adequar-se a géneros como groove/thrash metal (Meshuggah), metalcore (Veil of Maya), deathcore (Born of Osiris), post-hardcore (Periphery) e progressivo/shred/virtuoso (Animals as Leaders);

-Género musical originado pela banda sueca Meshuggah, que começou a incorporar os referidos elementos inovadores nas suas músicas. Durante a época em que os Meshuggah iniciaram estes métodos, outros grupos musicais começaram a querer assemelhar-se a eles (tendo em conta que a sua influência foi bastante elevada durante os anos 90, abrangendo vários outros géneros de música em que a fusão e a incorporação destes elementos era viável). A maior parte destas bandas tencionava assemelhar-se aos Meshuggah sem pretenderem enquadrar-se num género musical específico, o que levou, posteriormente, a atribuições de rótulos variados, baseando-se em géneros musicais populares da época e que soavam de maneira parecida (groove/post-/thrash metal, metalcore, post-hardcore, etc.). O álbum "Chaosphere" pode ser considerado como o primeiro de djent já criado. O EP anterior a esse álbum, "The True Human Design" pode ser referido como a primeira obra de djent.


Músicas sugestivas do género:

Meshuggah- New Millenium Cyanide

Amogh Symphony- X-Karna: Activated

Destiny Potato- Addict

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Brutal Deathcore

Begging for Incest - Orgasmic Selfmutilation
Origens: Brutal Death Metal, Deathcore
Contexto temporal: 2006/2007
País: Variados
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo e bateria
Bandas principais: Waking the Cadaver, Acrania, Raped by Pigs, Awaiting the Autopsy, Abated Mass of Flesh, Vulvodynia, Guttural Slug, Begging for Incest, Thirteen Bled Promises

Subgéneros: Symphonic, Melodic, Technical, Blackened, Progressive, Avant-garde, Industrial, etc. (brutal deathcore)

-Amálgama entre os géneros brutal death metal e deathcore, tal como o próprio nome sugere;

-Revela-se como sendo, simplesmente, um deathcore que é adaptado à estética do brutal death metal, recebendo as suas influências: os slams, vocais guturais ou de pig squeal, guitarras com uma sonoridade bastante grave, blast beats e pedal duplo sempre presentes. Breakdowns, originários do deathcore, também são comuns e no brutal deathcore, sofrem um processo de transformação, obtendo uma sonoridade à semelhança do BDM. A sua velocidade é heterogénea, variando de ritmos lentos para outros que sejam acelerados;

-Dado que, neste caso, o deathcore recebe o esquema de musicalidade do BDM, o brutal deathcore demonstra-se como sendo mais complexo e técnico do que o seu antecessor. Além disso, devido à fusão que o deathcore sofre com a presença do BDM, bandas do estilo não apresentam uma "segunda face", mais voltada para o espectro do -core, tal como acontece no deathcore regular (ex: Chelsea Grin, Suicide Silence);

-Não deve ser confundido com um deathcore que possua uma sonoridade bastante violenta, pesada e "brutal", de bandas como Infant Annihilator ou Black Tongue. Embora estas sejam realmente brutas, carecem de elementos específicos que formatem a sua música para um íntegro brutal deathcore. O adjetivo "brutal", neste caso, não remete para a brutalidade ou violência de uma música, é apenas usada para indicar situações com as já referidas características;

-As letras das músicas passam a ser quase sempre centradas em temas relacionados com gore, violência, pornografia e recorre frequentemente ao uso de termos alusivos aos campos da medicina, embora este elemento não seja obrigatório.

Músicas sugestivas do género:

Awaiting the Autopsy- Slowmotion Slide Down the Impalement Stake

Mutilation of the Flesh- Celebrate the Massacre

Raped By Pigs- Shemale Dismemberment on 69 Pieces

Doomgaze

Jesu - Conqueror
Origens: Doom Metal, Shoegaze, Post-Rock/Metal
Contexto temporal: Indeterminado; presumivelmente durante a segunda metade dos anos 2000
País: Variados
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo, bateria
Bandas principais: Jesu, Nadja, (waning), Waning, Boris
Subgéneros: Progressive, Symphonic, Melodic, Avant-garde, Atmospheric, Blackened, Industrial, Technical, etc. (doomgaze)

-Subgénero do doom metal que apresenta uma forte influência de elementos do shoegaze e também do post-rock, devido à respetiva ambiência, tendência para crescendos e progressões ao longo da música e uma atmosfera demarcada pelas guitarras, numa sonoridade barulhenta e de riffing progressivo, porém, quase que monótono;

-A influência do shoegaze atinge diretamente o doom metal, no modo em como a atmosfera e a vagarosidade deste é aproveitada para originar um som cuja estética é semelhante à do shoegaze. É possível entender que o riffing é lento, atmosférico e encaixa-se perfeitamente com o peso próprio que advém do doom metal;

-Não é regularmente referido como sendo um género musical verdadeiro, porém, a sua musicalidade apresenta-se, verdadeiramente, como edificadora de um estilo diferente e íntegro por si só.

Músicas sugestivas do género:

Waning- Beneath a Septic Sun

Jesu- Conqueror

Boris- Elegy

segunda-feira, 27 de junho de 2016

NWOBHM

Heavy Pettin' - Lettin Loose
Origens: Heavy Metal, Hard Rock, Punk Rock
Contexto temporal: Segunda metade da década de 70
País: Reino Unido
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo, bateria, teclado
Bandas principais: Iron Maiden, Saxon, Diamond Head, Grim Reaper, Blitzkrieg, Venom, Satan, Tank, Tygers of Pan Tang, Girlschool,Tokyo Blade, Hell
Subgéneros: ---

-Sigla para "New Wave of British Heavy Metal";

-Subgénero do heavy metal surgido no Reino Unido, durante a última metade da década de 70, em resposta à queda de grandes bandas fundadoras do estilo, mais propriamente Black Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin, como resultado de conflitos e instabilidades, que levaram ao encerramento/drástica diminuição das suas atividades e saídas de integrantes importantes, como foi o caso de Ozzy Osbourne, quando saiu dos BS.
Isto permitiu que outros estilos, como o rock regular, disco, pop e eletrónica superassem o heavy metal, que na época estava em decadência;

-As bandas de NWOBHM incorporaram aspetos musicais e uma ideologia semelhante ao do estilo punk, que estava a ser fundamentado na época, mais propriamente a do "DIY" (Do It Yourself). Deste modo, as bandas decidiram tornar-se independentes de gravadoras musicais ou então integravam-se com gravadoras de menor importância e reconhecimento.
Embora muitas bandas de NWOBHM tenham sido fundadas neste contexto, apenas poucas sobreviveram até à atualidade, devido à estética e exigências que promulgavam. O apoio comercial que recebiam era relativamente baixo. Praticamente, o género encontra-se extinto na atualidade, pois as tais bandas sobreviventes são as únicas que o tocam nos dias de hoje, sabendo ainda que umas outras bandas alteraram a sua direção musical;

-A musicalidade do NWOBHM era bastante variável. Demonstrava uma leve conjugação de outros elementos musicais no heavy metal propriamente dito, tais como hard rock (Crucifixion, Heavy Pettin'), punk (Satan, Venom) e doom metal (Witchfinder General, Pagan Altar).
Em baixo, encontram-se músicas sugestivas a cada uma destas vertentes, por respetiva ordem.

-Foi graças ao NWOBHM que o heavy metal se tornou num género diversificado e específico, pois até então, era referido como sendo simplesmente um "heavy rock". As músicas tornaram-se progressivamente mais complexas, longas e pesadas, preparando o estilo para muitas outras vertentes que foram surgindo ao longos dos anos, como o thrash, speed, power, etc., levando à aceitação do heavy metal no mundo inteiro, definitivamente.


Músicas sugestivas do género:

Crucifixion- Green Eyes

Satan- Kiss of Death

Pagan Altar- Rising of the Dark Lord

Blackened Death Metal

Astarte - Demonized
Origens: Black Metal, Death Metal
Ano: Início da década de 90
País: Variados
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo, bateria
Bandas principais: Behemoth, Acheron, God Dethroned, Mystifier, Sacramentum, Belphegor, Goatwhore, Angelcorpse, Azarath, Astarte
Subgéneros: Symphonic, Melodic, Progressive, Avant-garde, Technical, Atmospheric, Epic, Gothic, Industrial, etc. (blackened death metal)

-Subgénero híbrido, que apresenta uma correlação entre o black metal e o death metal. Nestes casos, surgem músicas de death metal que possuem uma sonoridade própria do black metal, como o riffing atmosférico e o responsável pelo tremolo, som obscuro e sombrio e vocais gritados (semelhantes aos do BM), ainda que eles sejam normalmente substituídos por guturais ou outras técnicas vocais que envolvam um típico baixo registo a nível sonoro.
É importante que, no entanto, a parte do black metal não se imponha sobre o death metal, demonstrando-se apenas como uma humilde fusão;

-A velocidade é variável, mas costuma situar-se entre uma rapidez média-alta;

-Os teclados, ainda que não sejam totalmente comuns neste estilo, são usados com a intenção de conceder uma essência inclinada para o black metal à respetiva música;

-É passível de ser confundido com o War Metal pelas características conferidas a ambos, tendo em conta a sua explicação pela teórica. No entanto, os dois estilos podem ser facilmente distinguidos.
O War Metal é uma fusão do death metal e black metal com algumas influências do grindcore, caracterizando-se por possuir uma sonoridade turva, agressiva, veloz, tendo como exemplos sugestivos bandas como Blasphemy, Sarcófago e Archgoat.
O blackened death metal é apenas uma fusão simples entre o black e o death, caracterizada pela abrangência dos aspetos fundamentais do primeiro na música deste último;

-Qualquer outro estilo musical que também comece com "blackened" apresenta igualmente esta mesma natureza. Mesmo que seja "blackened reggae", as mesmas características mantêm-se.


Músicas sugestivas do género:

Black September- Unleashed

Conquer By Supremacy- Ode to Glory Winter

Belphegor- In Blood - Devour this Sanctity

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Folk Metal Épico

Ensiferum - Iron
Origens: Folk Metal, Música clássica/épica/medieval
Ano: Finais da década de 90
País: Finlândia, Rússia, Alemanha
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo, bateria, teclado, piano, violino, flauta, instrumentos folclóricos e medievais, em geral
Bandas principais: Ensiferum, Equilibrium, Dalriada, Иван Царевич, Tengwar, Swordbearer
Subgéneros: Avant-garde, Blackened, Progressive, Atmospheric, Dark (epic folk metal)

-Subgénero do folk metal reconhecível pela adição e acentuação severa de sons ou efeitos sonoros provenientes de instrumentos como pianos, teclados ou dos próprios instrumentos folclóricos comummente usados no género, como violinos e flautas, que fundamentam uma sonoridade específica. Esta é marcada por apresentar um estilo majestoso, grandioso e como o próprio nome indica, épico;

-Esses elementos específicos possuem as suas raízes em música clássica, medieval e épica, com a devida fundamentação na natureza do folk/heavy metal, com o potencial adicionado das guitarras elétricas, em técnicas semelhantes ao shred e em solos, bridges e relacionados;

-Costuma também estar acompanhado de coros vocais e letras que exploram temas relacionados com mitologia, guerras, folclore, contos/histórias e poesia. Os vocais podem ser tanto limpos como violentos, embora esses primeiros sejam os mais comuns.


Músicas sugestivas do género:

Ensiferum- Lai Lai Hei

Dalriada- Vérző Ima

Atlas Pain- Ironforged

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Power Metal Sinfónico

Nightwish - Endless Forms Most Beautiful
Origens: Power Metal, Symphonic Metal, Música clássica
Ano: Inícios da década de 90
País: Finlândia, Suécia, Holanda, Alemanha, Itália
Instrumentos: Guitarra, baixo, bateria, teclado, piano, instrumentos sinfónicos (e.g.: violinos, violoncelos)
Bandas principais: Nightwish, Rhapsody of Fire, Avantasia, Visions of Atlantis, Serenity, Edenbridge, Dragonland, After Forever
Subgéneros: Blackened, Progressive, Dark, Avant-garde, Atmospheric, Epic (symphonic power metal)

-Subgénero do power metal que pode ser facilmente distinguível do regular pela enfatização e presença abundante de instrumentos sinfónicos/orquestrais/de música clássica na sua estrutura, como por exemplo, violinos, violoncelos, harpas, flautas e muitos outros;
-Coros vocais também são bastante utilizados, como se fossem instrumentos de apoio "posterior". Vocais operáticos são comuns neste estilo de música sob forma de coro ou como vocais principais, normalmente desempenhados por mulheres;

-A estética do power metal em si mantém-se: continua a apresentar uma sonoridade marcada por riffs pesados, mas melódicos, uma velocidade que pode ser mais ou menos rápida, dependendo de cada banda, um ênfase numa musicalidade "épica" e vocais geralmente limpos;

-As bandas consideradas como sendo pioneiras e bastante importantes neste estilo são Rhapsody of Fire e Nightwish.


Músicas sugestivas do género:

Grimgotts- My Crown's but a Dream

Overdream- Guarding Eye

Visions of Atlantis- Conquest of Others

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Doom Metal Psicodélico

Acid Witch - Witchtanic Hellucinations
Origens: Doom Metal, Rock Psicodélico, Heavy Psych, Stoner Metal
Ano: Segunda metade dos anos 2000
País: Reino Unido, Estados Unidos da América, Finlândia
Instrumentos: Guitarra, baixo, bateria, sintetizador
Bandas principais: Tlön, Bong, Acid Witch, Dark Buddha Rising, Blood Ceremony, Seremonia, Black Capricorn, Wurms, Bitter Resolve
Subgéneros: Melodic, Symphonic, Technical, Avant-garde, Progressive, Blackened, Industrial, Atmospheric, etc. (psychedelic doom metal)

-Subgénero do doom metal com um grande ênfase nos estilos rock psicodélico e heavy psych, incorporando a estética da sua musicalidade com o doom metal. Este estilo apresenta ainda uma grande semelhança com o stoner metal, dada a influência psicodélica no som do doom. Tecnicamente, é um doom metal com as características anteriores do psicodélico renovadas e elevadas a um patamar mais relevante;

-Como é de esperar, as guitarras são altamente distorcidas, fundamentando o estilo psicodélico associado às influências primárias neste subgénero do doom metal. As canções também são lentas, longas, "arrastadas" e pesadas;

-Dado que o ênfase é conferido à instrumentação, é normal que hajam canções de doom metal psicodélico totalmente instrumentais;

-Efeitos sonoros conferidos por sintetizadores ou teclados, oriundos do psicodélico original são também comuns neste estilo.

Músicas sugestivas do género:

Black Capricorn- Tropic of Capricorn

Wurms- Taken Down

Bitter Resolve- A Day Without Fairies

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Doom Metal Épico

Solitude Aeturnus - Alone
Origens: Doom Metal, Música clássica, épica e folclórica
Ano: Segunda metade da década de 80
País: Suécia, Estados Unidos da América, localizações variadas
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo, bateria, teclado, piano, órgão
Bandas principais: Candlemass, Solitude Aeturnus, Solstice, DoomSword, Sorcerer, Scald, Forsaken
Subgéneros: Avant-garde, Blackened, Progressive, Atmospheric, Dark (epic doom metal)

-Subgénero do doom metal com raízes integradas na estética e musicalidade do classicismo e do épico. Apresenta também, em algumas situações, uma proximidade ao heavy e power metal regulares, demonstrando um som mais "solto" que o do doom metal tradicional e mais semelhante aos anteriores. O riffing é também mais melódico e complexo;

-Conta com a presença de elementos musicais que concedam uma sonoridade épica do estilo, tal como o próprio nome admite. Instrumentos como teclados, órgãos, pianos e até mesmo instrumentos de música folclórica ou sinfónica são usados frequentemente no doom metal épico, ainda que este possa passar sem os mesmos. Estes elementos conjugam-se, igualmente e podem fundamentar-se na natureza do doom/heavy metal, com o potencial adicionado das guitarras elétricas, em técnicas semelhantes ao shred e em solos, bridges e relacionados;

-Os vocais são limpos, e também podem ser cantados num tipo de coro ou em um estilo parecido ao de uma ópera;

-Os temas líricos usados neste estilo de música também ajudaram na sua respetiva fundamentação. Estes são relacionados com fantasia, horror, batalhas, mitologia e eventos históricos;

-A banda Candlemass é considerada como a pioneira do doom metal épico.


Músicas sugestivas do género:

Candlemass- Mirror Mirror

Scald- A Tumulus

Desolate Pathway- The Valley of the King

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Drone Doom Metal

Earth - Earth 2 - Special Low Frequency Version
Origens: Doom Metal, Drone, Ambient
Ano: Início da década de 90
País: Estados Unidos da América
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo, bateria, sintetizador, sampler
Bandas principais: Earth, Sunn O))), Boris, Khanate, Nadja, Melvins, Asva, Jucifer, Like Drone Razors Through Flesh Sphere
Subgéneros: Ambient, Atmospheric, Blackened, Symphonic, Melodic, Technical, Progressive, Avant-garde, Industrial, Psychedelic etc. (drone doom)

-Subgénero minimalista do doom metal, totalmente inspirado na música drone, que apresenta uma musicalidade formatada por sons sucessivamente repetidos (podendo possuir apenas uma nota ao longo da música) e altamente distorcidos, levando à criação de canções bastante longas e que praticamente não alteram o seu ritmo;

-Músicas de drone doom estão sustentadas, portanto na música drone, com riffing pesado e lento, o próprio do doom metal, se bem que algumas bandas adotam um estilo que se importa mais com a distorção sonora característica do drone do que com o próprio peso na música;

-As músicas de drone doom são bastante longas, ultrapassando facilmente várias dezenas de minutos. É também relativamente fácil de ser tocado, dado que a sua estética não requer muita técnica. Na prática, uma guitarra é o suficiente para compor uma música de drone doom. Os baixos são raramente usados e se o são, são altamente distorcidos e amplificados, de modo a obterem ou ainda substituírem uma guitarra na sua respetiva função. O uso de percussão é bastante escasso: alguns artistas limitam-se a apenas umas breves batidas muito espaçadas nas suas músicas. Os instrumentos eletrónicos como samplers e sintetizadores são utilizados frequentemente, conferindo um aspeto mais "experimental" ao doom metal em questão;

-O drone doom também alberga, em alguns casos, influências de sludge metal, música ambiente em geral (sendo que o dark ambient é o mais comum), música experimental, eletrónica (power electronics) e noise;

-A banda Earth, fundada em 1990, é considerada como a pioneira do género drone doom, se bem que os Sunn O))), de 1996, são mais bem conhecidos.

Músicas sugestivas do género:

Sunn O)))- It Took the Night to Believe

Black Shape of Nexus- V

Bloody Panda- Gold

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Funeral Doom Metal

Skepticism - Lead and Aether
Origens: Doom Metal, Death Doom, Dirge
Ano: 1990/91
País: Finlândia
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo, bateria, teclado, piano, órgão, instrumentos sinfónicos
Bandas principais: Thergothon, Skepticism, Esoteric, Mournful Congregation, Ahab, Evoken, Wormphlegm, The Liquescent Horror, The Funeral Orchestra
Subgéneros: Symphonic, Melodic, Technical, Progressive, Avant-garde, Blackened, Industrial, Atmospheric, etc. (funeral doom metal)

-Estilo musical que mistura o doom/death doom metal com um género de música conhecido como "dirge", que apresenta um labor referente a canções fúnebres ou que seriam apropriadas para tocar num funeral;

-Normalmente, as músicas são longas, excedendo até 7 minutos de duração. Apresentam uma sonoridade própria do death doom (riffs atmosféricos, "arrastados" e pesados, próprios de uma mistura entre os dois estilos e vocais guturais ou de registo sonoro baixo) com uma ambiência gerada por teclados, pianos, órgãos ou instrumentos sinfónicos, como violinos, que conferem uma musicalidade melancólica, deprimente e fúnebre à música;

-Ainda que a maioria das músicas do género possua uma velocidade lenta, assemelhando-se à estética do doom metal tradicional, algumas podem até ser mais aceleradas, desde que se apresente as características já referidas. Para evitar confusões, vale notar que, nestes casos, a percussão é mais veloz, porém, os riffs continuam a ser lentos;

-As bandas finlandesas Thergothon e Skepticism são consideradas como sendo as fundadoras do funeral doom metal.

Músicas sugestivas do género:

Wormphlegm- Tomb of the Ancient King

Wraith of the Ropes- Ada (Behind the Red Door)

Ayashinan- Lamento Cataro

sábado, 7 de maio de 2016

Post-Thrash Metal

Meshuggah - Contradictions Collapse
Origens: Thrash Metal, Groove Metal, Melodic Death Metal, Metalcore
Ano: Segunda metade da década de 90
País: Estados Unidos da América, Suécia, Dinamarca
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo, bateria
Bandas principais: Forbidden, Invocator, The Haunted, Machine Head, Meshuggah, House of Thumbs
Subgéneros: Symphonic, Melodic, Technical, Progressive, Avant-garde, Industrial, Blackened, etc. (post-thrash metal)

-Género musical inicalmente elaborado durante a década de 90, aquando das primeiras manifestações do groove metal, melodic death metal e metalcore, estilos que foram, então, fundidos com o thrash metal, resultando numa musicalidade idêntica ao mesmo mas com uma velocidade mais moderada, porém, não tão lenta como a do groove metal puro. Os vocais são mais altos e agressivos (deste modo) do que no thrash metal tradicional. O riffing apresenta um afastamento parcial do thrash clássico, para se assemelhar a uma mistura entre este e os outros três géneros já referidos

-É geralmente confundido com o groove metal, devido ao facto de este ter sido também um evolução do thrash metal para um patamar mais moderno e soarem de modo parecido. Porém, o post-thrash é mais rápido e ainda carrega com a musicalidade misturada do thrash e do groove, dependendo de algumas bandas, neste caso. É inclusive referido como não sendo um estilo musical verdadeiro, por causa das suas características abrangentes a diversos géneros de heavy metal e à sua semelhança para com eles;

-Na prática, o post-thrash continua agressivo e veloz, como o thrash metal normal, mas com outras influências musicais: de groove metal ou melodic death ou metalcore, conferindo-lhe um aspeto mais moderno, daí passível de ser confundido com o groove. As principais bandas fundadoras deste género foram Invocator, Forbidden e Meshuggah (apenas no álbum "Contradictions Collapse").

Músicas sugestivas do género:

Invocator- Through the Flesh to the Soul

House of Thumbs- Ink Blot

Forbidden- Over the Middle

sábado, 30 de abril de 2016

Crossover Thrash

Ratos de Porão - Brasil
Origens: Thrash Metal, Hardcore Punk
Ano: Primeira metade da década de 80
País: Estados Unidos da América
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo e bateria
Bandas principais: Dirty Rotten Imbeciles, Stormtroopers of Death, Suicidal Tendencies, Excel, M.O.D., Cryptic Slaughter, Uncle Slam, Ratos de Porão
Subgéneros: Blackened, Melodic, Symphonic, Technical, Progressive, Avant-garde, Industrial, etc. (crossover thrash)

-Vertente do thrash metal que surgiu nos finais da primeira metade da década de 80 nos Estados Unidos, que incorpora bastantes elementos de hardcore punk na sua música. O crossover thrash é um amálgama do desenvolvimento mútuo do thrash metal e do punk que se deu no contexto cultural já mencionado;

-Enquanto que o thrash metal por si surgiu pela influência da velocidade e agressividade do hardcore punk no heavy/speed metal, o crossover thrash apresenta-se como uma fusão entre ambos, dando origem a um thrash metal "punkificado";

-Dispõe de características próprias do hardcore: vocais agressivos ou limpos com severidade, as técnicas específicas na bateria, músicas de curta duração, e do thrash: riffs metálicos e bruscos e solos elaborados. As referidas técnicas na bateria apresentam uma semelhança com o movimento D-Beat, introduzido e popularizado pela banda britânica Discharge, que desenvolveu uma batida progressivamente mais próxima da do heavy metal em músicas de hardcore punk;

-Pode também ser considerado como uma evolução do movimento UK82, surgido no Reino Unido e popularizado por bandas como The Exploited, G.B.H. e !Action Pact!, em que se notou a primeira fusão da distorção da guitarra do heavy metal com o punk rock na sua íntegra;

-Os temas líricos usados continuam a lidar com corrupção política, liberdade, problemas sociais, violência e manifestações.

Músicas sugestivas do género:

Lethal Aggression- Face the Facts

Dead Orchestra- Ruthless

Slipknot- Help You Think

Extreme Gothic Metal

 Inner Fear - First Born Fear
Origens: Gothic Metal, Melodic/Black Metal, Melodic Death Metal, Extreme Metal
Ano: ca. 2000
País: Reino Unido, Grécia
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo, bateria, teclado, piano, violino, instrumentos sinfónicos
Bandas principais: Cradle of Filth, Rotting Christ, Theatres des Vampires, Inner Fear, Blackthorn, Spleenful, Lvx in Tenebris, Mizantropia
Subgéneros: Symphonic, Melodic, Technical, Progressive, Blackened, Avant-garde, Industrial, Atmospheric, etc. (extreme gothic metal)

-Subgénero do metal gótico reconhecível pela sua evolução para uma sonoridade mais pesada e extrema do que a habitual, possuindo influências diretas do black e death metal;

-Os vocais são quase sempre gritados ou guturais. A instrumentação é violenta e a musicalidade pode ser tanto veloz como lenta. É comum a presença de técnicas específicas do metal extremo nas suas músicas, como blast beats, pedal duplo ou secções semelhantes a breakdowns e em geral, as guitarras e os baixos são afinados de modo a produzirem um som potente e grave;

-Para além da violência, o extreme gothic metal preocupa-se também com uma atmosfera e presença musical mais sombria, obscura e medonha que a do seu antecessor;

-Ainda é comum a alternância entre vocais limpos e violentos, que se verificava no metal gótico normal, ainda que o ênfase se verifique nestes últimos referidos;

-As bandas Cradle of Filth e Rotting Christ podem ser consideradas como as pioneiras deste estilo musical.


Músicas sugestivas do género:

Rotting Christ- Shades of Evil

Cradle of Filth- Yours Immortally...

Lvx In Tenebris- The Last Memory: "Legacy"

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Blackgaze

Lantlôs - .neon
Origens: Post-/Black Metal, Shoegaze
Ano: Década de 2010
País: Estados Unidos da América, Alemanha
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo e bateria
Bandas principais: Lantlôs, Deafheaven, Woods of Desolation, Infinitas, Aloeswood, Nullingroots
Subgéneros: Symphonic, Melodic, Technical, Progressive, Avant-garde, Epic, Industrial, etc. (blackgaze)

-Género musical que é, essencialmente, uma fusão entre o black metal (mais propriamente a sua vertente "post-black metal") e o shoegaze, tendo em conta que a estética deste é adicionado ao método musical do black metal (neste caso, com riffs atmosféricos, densos e estridentes, musicalidade veloz e solos prolongados);

-Surgiu como uma bipartição do movimento post-black metal, que começou a ganhar popularidade recentemente e que incorpora elementos característicos do shoegaze. No blackgaze, o género continua com as notáveis influências da vertente post-black metal, definindo-se pela sua musicalidade melódica, experimental e atmosférica. O blackgaze também apresenta, com alguma frequência, vocais limpos no meio das músicas;

-Na prática, chama-se blackgaze a todo o tipo de black metal que tira influências diretas do seu subgénero "post-" e as funde com a atmosfera barulhenta e quase que monótona do shoegaze. O shoegaze é um subgénero do noise rock que apresenta uma musicalidade definida por aquilo que referi anteriormente e foi popularizado por bandas como My Bloody Valentine e The Jesus and Mary Chain.

Músicas sugestivas do género:

Aloeswood- Forsaken Landscapes

Deafheaven- From the Kettle Onto the Coil

Infinitas- Auf Neuen Wegen

Black Metal Pagão

Árstíðir lífsins - Vápna lækjar eldr
Origens: Black Metal, Pagan Metal, Música folclórica e pagã
Ano: Segunda metade da década de 90
País: Alemanha, Finlândia, Noruega, Suécia
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo, bateria, piano, teclado, instrumentos folclóricos
Bandas principais: Kampfar, Hel, Helrunar, Menhir, Havukruunu, Árstíðir lífsins, Sõjaruun
Subgéneros: Symphonic, Melodic, Raw, Technical, Atmospheric, Progressive, Avant-garde, Industrial, Epic, etc. (pagan black metal)

-Subgénero do black metal reconhecível pela predominância de uma instrumentação menos crua e mais melódica do que a habitual, com a adição de elementos respetivos à música folclórica ou pagã tradicional, à semelhança de bandas como Faun. No entanto, algumas bandas ainda possuem uma instrumentação agressiva e pouco melódica, mas nunca ignoram os elementos adicionais já referidos;

-Instrumentos como pianos e teclados são usados para conferir uma sonoridade mais "épica" à respetiva canção. O black metal pagão conta também com instrumentos como violinos, flautas, guitarras acústicas e harpas e cânticos que se assemelham aos tradicionais de origem nórdica, alemã ou europeia em geral, dado que foi na própria Europa que este movimento do black metal foi fundado;

-Diferencia-se do pagan metal normal pelo facto de este não dar tanto ênfase à sua face de black/extreme metal, equilibrando-se com os elementos de música folclórica, enquanto que o black metal pagão é, na prática, black metal com a introdução dos respetivos elementos na sua música. Uma maneira mais fácil de distinguir os dois géneros e ao ouvir uma música de pagan metal e uma de black metal pagão, abaixo;

-Os temas das suas músicas baseiam-se em literatura e histórias nacionais, natureza, paganismo ou ideologias nazistas/nacionalistas.


Músicas sugestivas do género:

Havukruunu- Verta, Tulta ja Kuolemaa

Crux Dissimulata- Mourning of the Aryan Moon

Asbath Oculta- From the Occult Frozen Woods

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Post-Black Metal

 Altar of Plagues - Teethed Glory and Injury
Origens: Black Metal, Post-Metal, Post-Hardcore, Shoegaze
Ano: Segunda metade da década de 2000/inícios da década de 2010
País: Estados Unidos da América, França
Instrumentos comuns: Guitarra, baixo e bateria
Bandas principais: Deafheaven, Alcest, Ghost Bath, Bosse-de-Nage, Altar of Plagues, An Autumn For Crippled Children, The Great Old Ones
Subgéneros: Atmospheric, Melodic, Symphonic, Technical, Progressive, Avant-garde, Industrial, Epic, etc. (post-black metal)

-Estilo de black metal reconhecível pela sua proximidade à estética do post-metal e post-hardcore, pelo facto de fugir às convenções próprias do black metal, focando-se em elementos como ritmos crescendos e um certo clímax, fundamentados de acordo com uma lógica de progressão. Apresenta ainda bastantes semelhanças com o shoegaze, pela fundação de uma atmosfera barulhenta, mas organizada sob um determinado esquema. A parte do "black metal" é cognoscível pelos riffs de guitarra, que são, na prática, do próprio género, mas que incorporam outros elementos musicais à sua natureza;

-A sua musicalidade é mais limpa e acessível que a do black metal regular. Os riffs de guitarra promovem, ainda, uma certa ambiência à canção, que vai progredindo tendo em conta o ritmo composto pelos músicos. Os vocais podem ser semelhantes aos do black metal tradicional, como podem também assemelhar-se aos de post-hardcore ou screamo;

-É comum a introdução de técnicas de labor experimentais e livre ao longo de uma música de post-black metal. Carregando com todos os elementos já descritos, é normal que, geralmente, canções deste género sejam longas e ultrapassem os seis minutos de duração.

Músicas sugestivas do género:

Black Table- Heist

Alcest- Percées de Lumière

The Great Old Ones- Visions of R'lyeh